Insight Tradelab Insight

Qual o papel feminino na indústria de adtech?

Por Luisa Monteiro

Publicado em 8 março 2019

A comunicação, no Brasil e em vários outros mercados, precisa cada vez mais de mulheres. A busca pela diversidade de gênero tem se tornado constante e estratégica não só por uma questão quantitativa da representatividade, mas pelo valor qualitativo que pode agregar.

Estatisticamente, apenas 20% dos criativos em agências em 2016 eram mulheres, e 65% das mulheres impactadas pela publicidade brasileira não se sentiam representadas por ela. No setor de tecnologia, a porcentagem é a mesma, e somente um quinto dos profissionais corresponde ao gênero feminino. E se engana quem pensa que fomentar a representatividade é uma ação altruísta ou benevolente; na verdade, representatividade é um dos diferenciais competitivos nos negócios. É com visões, experiências e histórias diferentes que se criam campanhas realmente inteligentes, com as quais o target se sinta conectado.

Para o mercado de adtech, essa necessidade é ainda mais real e imediata. Apesar da automação da compra de mídia ser vista como uma questão tecnológica, o processo de veiculação é muito mais complexo do que a programação e é a visão humana que potencializa o que faz a máquina. Empresas como a Tradelab, que enxergam o adtech como uma ferramenta estratégica de negócios, e não como mais uma forma de mídia, vêem a diversidade (e a igualdade) de gênero como uma prioridade. Isso porque trabalhamos criando valor para pessoas – e ninguém conhece pessoas melhor do que outras pessoas. São os insights variados sobre preferências, gostos e hábitos, vindos de análises e baseados em vivências pessoais de cada cientista de dados que enriquecem a campanha e distinguem uma exibição publicitária medíocre de uma conversa legítima com o target.

Como uma entre muitas profissionais mulheres do ramo de adtech, percebo que o caminho para que a igualdade de gênero seja alcançada é longo, mas promissor. Por isso, para todas as nossas clientes, prospects, parceiras e colegas de empresa, acredito que o melhor presente nesse 8 de Março é o respeito e a admiração por tudo o que fazem no dia-a-dia e que ajuda esse mercado a se desenvolver, além do desejo de que sigam sendo exemplos de competência, empenho e resiliência, nos quais sempre possamos nos inspirar.